Não consigo focar em nada, absolutamente nada.
Minha mente está tão entupida de coisas inúteis e de segredos inacreditáveis, que estou exausta, cansada.
Não é questão de simplesmente querer relaxar, mas a necessidade beirando à loucura e o desespero.
Ah, maldita loucura, por que não arruma as malas e sai voando pela porta, sem olhar para trás, como um marido que deixa a esposa infiel?
Oh, desgraçado desespero que tem a vontade insana de judiar de mim, como se me amarrasse, pegasse uma faca velha, suja, enferrujada e cega, e me cortasse o pescoço para me ver torturada, com o sangue saindo lentamente pelas minhas finas veias, e depois, de uma forma lenta e dolorosa, desfigura meu rosto, matando-me não somente minha aparência, mas minha imagem, meu eu, e por fim, abre - literalmente - arranca meu coração para fora.
E isso, não é nem a metade de como me sinto.
Tente imaginar isso com você, leitor, e multiplique isso por infinito - embora não chegará nem aos pés de conseguir imaginar o verdadeiro sentimento.
Sem contar no ódio.
Não é por me sentir imponente perante à isso, mas o pior tipo de ódio: o ódio sem razão.
Ódio cujo domina-me sem hesitar ou, até mesmo, demorar-se.
Meu ódio é como um Serial Killer sádico e cruel com uma inocente vítima.
Ele a usa como bem entende, e depois, mata, destroça, aniquila, destrói por inteiro sua presa, e segue em frente como se nada houvesse acontecido.
Para falar a verdade, que drama.
Não me sinto apenas dramática, mas também me comporto como uma.
O que é pura hipocrisia, pois destesto gente assim.
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