E aqui estou eu, escrevendo, pensando em tudo em que me aconteceu no último mês: choros, risos, conversas, saidas, festas... Tudo.
Meu professor favorito saiu de minha escola.
Minha mãe está agindo como se fosse bipolar, amando-me e odiando-me em dias alternados.
Minha irmã mais nova, me irritando de várias formas diferentes, criando novos jeitos de fazê-lo. Ás vezes acho que ela tem um clube, com vários colegas pirralhos para poder usar a criatividade para a criação de novas irritar-me.
Meu pai, super protetor, ciúmento e irritado, não fez nada senão gritar comigo ou brigar sem motivo.
E eu?
Pareço que não existo, não dão a mínima para mim, tudo que eu quero fazer parece um fardo, porque nesta desumana sociedade, ninguém tem a maldita permição para ter sentimentos, vontades, ou sonhos.
Lembro-me de quando era criança: era tão fácil! Tão simples! Todos me diziam para seguir meus sonhos, pois eles me falariam quem eu realmente era... Mas hoje, me dizem que sonhos são de tolos para tolos, para aqueles que não tem o que fazer, que não levam a lugar nenhum... E mesmo soando infantil, revelo: o mundo não deveria ser assim.
Hoje, me sinto um alien, uma aquariana tipo 7 que é ela mesma, mesmo todos me chamando de falsa, irritante, vulgar, ou qualquer outra coisa pior.
Por exemplo, tem um menino lá na minha sala que só quer passar por cima de todos, e não gosta de mim, não sei porque, talvez pelo fato de que sou como vidro: se me jogar no chão, eu quebro, mas se pisar em mim, eu te corto.
De qualquer forma, ele se acha no direito de querer me humilhar, mas eu não deixo, passo por cima dele, dando-lhe a resposta que merece.
Mas ele ainda insiste em querer fazer as mesmas idiotices todo dia.
E leva patada todo santo dia.
Isso serve de lição: Não deixe ninguém passar por cima de você, ninguém é superior, somos todos iguais.